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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

As Memórias do Livro


People Of The Book - Geraldine Brooks

Fiquei bastante tempo sem postar porque, tal como o burro da história infantil que morre de fome em frente a dois fardos de feno porque não conseguiu decidir-se sobre qual deveria comer primeiro, eu estava na dúvida sobre qual seria o primeiro livro a ser lido no ano.

Assim, numa explosão de energia (sempre fico curiosa a respeito dessa expressão quando leio em um livro e resolvi usar agora), finalmente decidi pelo Memórias do Livro.

O livro é uma obra de ficção inspirada na verdadeira história da Hagadá de Sarajevo. Para quem não sabe, Hagadá é um livro de orações judaico.

No livro, Hanna Heath, uma conservadora de livros australiana, é chamada para restaurar e analisar a Hagadá que foi encontrada após anos de guerra civil na Bósnia. Durante o trabalho de conservação da Hagadá, Hanna acha evidências como um pedaço de asa de borboleta, um pouco de sal, uma mancha de vinho que lhe dão pistas da trajetória do livro ao longo dos séculos. É como se a cada fragmento identificado o livro relembrasse os caminhos que percorreu, dos mais recentes até sua confecção.

Além disso, ele também fala muito de tolerância (ou da falta dele) e como muito é perdido devido ao preconceito e ao medo do diferente. Pareceu bem apropriado para esses tempos de guerra que estamos presenciando, via satélite, na Faixa de Gaza. Muito bom!

O engraçado é que "namorei" esse livro por muito tempo e nunca me decidia por comprá-lo. Um dia a Thaís me ligou e disse que tinha comprado esse livro e que era muito bom. Realmente dá para confiar nas indicações que ela faz.

Fico por aqui. Beijos

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

O Jogo do Exterminador



Ender's Game - Orson Scott Card

Então, eu não sou muito fã de literatura Sci-Fi, não gostei do que li do Arthur C. Clark e nem do cultuadíssimo Neuromancer de William Gibson. Foi, portanto, que com um pé atrás comecei a ler O Jogo do Exterminador, e só o fiz porque foi muito bem recomendado por um grande amigo.

A história parte de um premissa bem simples, e meio batida: a terra está ameaçada de invasão por uma raça alienígena. Na verdade o planeta está ameaçado de uma terceira invasão. Houve duas tentativas consecutivas que foram rechaçadas (com um pouco de sorte) graças ao gênio estratégico de um general e o mundo aguarda com temor a terceira invasão.

Esse temor não é um temor inerte. Os militares acham que como a melhor defesa é o ataque, o melhor é enviar naves para atacar o planeta dos insecta antes que eles voltem para uma terceira invasão. O único problema é a distância entre esses planetas. Assim, a solução é começar a treinar os pilotos que irão fazer esse ataque ainda muito cedo. Dessa forma estarão formados antes dos dezoito e poderão chegar ao distante planeta dos insecta antes que eles cheguem à Terra.

Nesse cenário conhecemos Andrew Wiggin que, sem saber, é escolhido para ser o líder que conduzirá o ataque ao planeta alienígena. Ele é mandado à Escola de Combate, para iniciar o treinamento, com apenas seis anos de idade. À partir daí podemos ver todo processo de brutalização imposto ao menino. Os professores fazem o possível e o impossível para isolá-lo dos outros estudantes e para tornar Andrew duro e auto-suficiente. Se eu contar mais que isso estrago as surpresas do livro.

O que me chamou mais atenção no livro, e que talvez tenha me feito gostar tanto, é que nele o cenário sci-fi é apenas isso: um cenário. Ele serve apenas como pano de fundo para todo drama humano que se desenrola diante dos nossos olhos.

Vale lembrar que O Jogo do Exterminador ganhou os dois principais prêmios da literatura sci-fi: Hugo e Nebula. E que, além disso, Orson Scott Card conseguiu um feito inédito ao ganhar novamente esses prêmios pelo livro O Orador dos Mortos que é a primeira continuação do Jogo.

Por hoje é só.

Beijos


domingo, 14 de dezembro de 2008

A Tenda Vermelha


The Red Tent - Anita Diamant

Em uma das minhas viagens para São Paulo, a Thaís me mostrou esse livro em um dos milhares de sebos que fomos e disse que era muito bom. Como o preço do sebo era salgado (apenas uns R$4,00 mais barato que na livraria) resolvi esperar para comprar. É claro que não parei de pensar no livro e só não voltei no sebo para comprar e acabar logo com a agonia porque não deu tempo. Chegando em casa encomendei o livro pela internet e assim que chegou comecei a ler. O Paulo fez um trocadilho infâme sobre o nome do livro perguntando se era sobre uma telefonista comunista (atenda vermelha!). Sem comentários.

Quem está familiarizado com a Bíblia deve conhecer a história de Jacó que trabalhou durante sete anos para Labão em troca da mão de Raquel e no dia do casamento foi enganado e recebeu a mão da irmã mais velha de Raquel, Lia. Então trabalhou por mais sete anos e finalmente recebeu a mão de Raquel.

Jacó teve no total doze filhos (cada um formou uma das doze tribos de Israel): Rubem, Simeão, Levi, Judá, Issacar e Zabulon com Lia; Dã e Neftali com Bala (concubina); Gad e Aser com ;Zelfa (concubina) e José e Benjamin com Raquel. Ele teve também uma filha com Lia que recebeu o nome de Dinah. É sobre a vida dela que o livro trata.

Dinah só é citada duas vezes no livro do Gênesis, uma por ocasião do nascimento e outra na sua adolescência. Partindo disso a autora conta a história de Dinah, Lia, Raquel, Bala e Zelfa sob o ponto de vista de Dinah.

Eu sei que, a princípio, parece uma coisa meio Marion Zimmer Bradley (a história dos bastidores, sob o ponto de vista da mulher), mas não é. Pelo menos não do ponto de vista pejorativo. Por que é diferente? Acho que principalmente pela postura da autora que não tenta criar uma barreira entre as partes. Não é como por exemplo em As Brumas de Avalon onde Morgana é tão mais inteligente, culta, perceptiva e educada que todos os homens e além disso faz tudo que as mulheres fazem muito melhor que elas ("Nossa Morgana, como seu fio é bom!"). Dinah é uma mulher normal contando história de sua família e a sua própria. Essa história pode ser um pouco extraordinária para quem lê, mas ela não trata dessa maneira e o resultado fica muito bom.

Enfim, livro muito bem recomendado.

Beijos para todos

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Indicações de Livros



Conversando ontem (26/11/2008) com a Fê e com a Vivi tive a idéia de criar uma "equipe Book Club" para termos mais visões de livros e para ficar com o blog atualizado mais vezes. Assim, enviei um convite para algumas amigas começarem a postar aqui também, afinal isso é um "Book Club". Elas só não podem falar sobre Orgulho e Preconceito (é que esse post eu estou preparando e tenho muito ciúmes desse livro).

Durante a conversa a Vivi também pediu indicações de livros, que ela precisa ler. Então, esse post é uma indicação geral de livros que com toda certeza valem a pena ser lidos, divididos por autor. Nós combinamos ontem que elas também colocarão suas indicações.

Jane Austen - Orgulho e Preconceito, Persuasão, Razão e Sensibilidade, O Parque de Mansfield, Emma, A Abadia de Northanger

Neil Gaiman - Stardust, Lugar Nenhum, Os Filhos de Anansi, Deuses Americanos, Belas Maldições (esse em conjunto com o Terry Pratchett), Contos, Sandman e o que mais lançar...

Stephenie Meyer - Série Twilight

Ray Bradbury - Fahrenheit 451

Bernard Cornwell - As Crônicas de Artur, As Crônicas Saxônicas, As Aventuras de Sharpe

Richard Matheson - Eu Sou A Lenda, Em Algum Lugar do Passado

Terry Pratchett - Série Discworld (mais não o segundo), Belas Maldições (esse ele teve a honra de escrever com o Neil Gaiman)

Tolkien - O Senhor dos Anéis

J. K. Rowling - Harry Potter

A. J. Cronin - A Cidadela

Margareth Mitchell - E O Vento Levou

Charlotte Brontë - Jane Eyre

Emily Brontë - O Morro dos Ventos Uivantes

Taylor Caldwell - Médico de Homens e de Almas (sobre a vida de São Lucas)

William Goldman - O Noivo da Princesa

Anita Diamant - A Tenda Vermelha

Tracy Chevalier - A Dama e O Unicórnio, Moça Com Brinco de Pérola

É claro que essa é uma lista prévia e eu tenho erteza que estou esquecendo muitos livros que gosto muito, além do mais deve ter livro aí para um ano inteiro de leitura... A pessoa deve ir vendo que tipo de livro prefere para poder selecionar dentre essas sugestões. Pensei em fazer um top 10, mas acho que não conseguiria, mas talvez consiga um top 25. Vamos ver se depois, aos poucos, consigo fazer um post para cada um desses livros.

Beijos